quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Um dedo por uma casa

Por Thaiane de Oliveira Borges

Não faltam exemplos de coragem e solidariedade na história de Keila Braga, uma moradora da Cerâmica que gosta de tudo da sua rua. Seu tio foi capaz de perder um dedo para dar uma casa para sua avó.


Nome Keila Quirino Braga >> Idade 20 anos

Rua Albina >> Bairro Cerâmica

Time Não tenho >> Religião Evangélica

O que gosta de fazer?
Tocar saxofone

O que não gosta de fazer?
Ficar parada

O que gosta em sua rua?
Tudo

O que não gosta em sua rua?
Nada

Quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
20 anos

Tem família na rua?
Não

Porque entrou no projeto?
Expandir meu conhecimento

Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim

O que vai fazer com o prêmio?
Usufruir

Minha rua tem história por quê...
O tio de Keila queria a ajudar a avó a comprar uma casa. Conseguiu realizar o sonho de ambos. Mas isso só foi possível depois que ele perdeu um dedo.

Presa por um fio

Por Thaiane de Oliveira Borges

Se ganhar o prêmio, Itamaraci Santos vai guardá-lo como uma boa lembrança do projeto "Minha rua tem história", que ela acha legal. Seria uma ligação com o passado bem diferente da que ela tem com uma das casas em que morou. Era tão velha e vulnerável, que terminou caindo no dia em que o pedreiro cortou o fio de instalação.

Nome Itamaraci de Souza Santos >> Idade 23 anos

Rua Fagundes Varela >> Bairro Cerâmica


Time Flamengo

Religião Não tenho religião, mas acredito em Deus

O que gosta de fazer?
Ouvir música

O que não gosta de fazer?
Cozinhar

O que gosta em sua rua?
Da tranqüilidade

O que não gosta em sua rua?
A falta de telefone público

Tem família na rua?
Não

Por que entrou no projeto?
Porque é legal

Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim

O que vai fazer com o prêmio?
Guardar de lembrança


Minha rua tem história por quê...
Itamaraci morava em uma casa muito velha, onde entrava água por cima e por baixo. Como não tinha muro, os vizinhos ficavam na espectativa para ver a casa cair. Um dia, os donos da casa resolveram trocar as telhas. Quando o pedreiro cortou o fio de instalação, desabou tudo.

Uma mulher à moda antiga

Thaiane de Oliveira Borges

Marcela Anízio é uma mulher à moda antiga. Não tem email, nem orkut, nem time de futebol. Mas tem muita fibra. Sua sogra que o diga.

Nome Marcela da Silva Firmino Anízio >> Idade 25 anos

Rua Estrada Santa Rita >> Bairro Parque Flora

Time Não tem >> Religião Evangélica

O que gosta de fazer?
Cantar

O que não gosta de fazer?
Passar roupa

O que gosta em sua rua?
Dos vizinhos

O que não gosta em sua rua?
Das palmeiras. Porque, quando venta e chove, acaba a luz

Quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
25 anos

Tem família na rua?
Não

Por que entrou no projeto?
Pela possibilidade de arrumar uma profissão

Acha que vai ganhar o prêmio?
Talvez

O que vai fazer com o prêmio?
Dar para a filha que deseja muito ter um MP4

Minha rua tem história por que...
Marcela não se dava muito bem com sua sogra. A relação chegou às raias do insuportável num dia em que elas discutiram. Mesmo grávida, Marcela resolvou sair de casa. Isso fez com que o marido terminasse a casa em um dia.

Obras explosivas

Turma A da Cobrex apresentou 22 relatos
Por Bruno Marinho

Nesta quinta-feira, dia 11, foi o dia do “vamos ver” do pessoal da turma A, no bairro Cobrex. Depois da dinâmica na terça-feira, os participantes da gincana receberam como tarefa trazer histórias de obras que marcaram suas vidas. Eles nos encheram com seus contos. Vinte e dois dos 30 jovens presentes participantes fizeram relatos de obras em suas casas. Houve histórias de todos os tipos.

Uma delas foi a obra assassina da casa do tio de Daniele Costa. Ela foi parar no Hospital da Posse por causa do banheiro que seu tio Rogério começou a construir no banheiro no quintal que compartilham.

- O dinheiro acabou e ele deixou um muro sem coluna – contou ela, que na época tinha oito anos. – Fui buscar um brinquedo que meu irmão esqueceu no banheiro em construção e, quando passei pelo muro, ele caiu em cima do dedão do meu pé.

Em seguida, foi a vez da sua irmã Camila furar a cabeça no vergalhão da obra do tio e, para evitar novos acidentes, o pai achou por bem construir um muro no meio do quintal para separar seus filhos daquela obra assassina.

Castigo de Deus

Também apareceram histórias místicas, como foi o caso do longo relato de Ester dos Santos. Com o título de “Deus castiga ou não!”, a obra sobre a qual Ester falou remonta ao ano de 2004. Tudo aconteceu em um mês.

- Nós fazíamos dez fileiras de tijolos, mas, quando íamos virar o concreto no dia seguinte, oito tinham caído.

As dificuldades iam da água para a massa até a sombra para descansar. Como se não bastassem todos os percalços, um raio caiu um mês depois no telhado recém-construído e deixou uma cratera.

- O pior é que dessa vez a gente teve que se virar sozinho por causa de uma piada que meu marido contou sobre os crentes um pouco antes desse temporal que arruinou nossa obra – contou Ester. – A gente teve que se virar com uma telha de alumínio.


Pedreiros abusados

Luana Eliseu contou uma das muitas histórias sobre pedreiros que não cumprem os tratos assumidos. Foi numa obra contratada pelo seu padrasto há cerca de quatro anos, que ingenuamente ficou feliz da vida com os primeiros resultados do muro e do banheiro construídos em um mês.

- Para economizar o material, o pedreiro aproveitou o muro para parede do banheiro – disse Luana. – Na primeira chuva forte, meu padrasto ouviu um barulho muito forte quando estava assistindo televisão. Ele correu para o quintal e se deparou com o muro e o banheiro em cima das duas bicicletas dele e do cachorro.

O padrasto de Luana sentiu vontade de esganar o pedreiro quando ouviu a desculpa furada dele.

- O pedreiro disse que não tinha culpa por que não enxergava direito.

O mesmo pedreiro seria contratado pelo padrasto de Luana um ano depois, quando a família se mudou para uma casa nova. Sentindo-se fortalecido com o novo convite, o pedreiro chegava às 10 horas querendo tomar café da manhã e, depois de almoçar com a família, ia fazer a sesta embaixo do pé de acerola. Apesar do tratamento vip, a obra deixou como saldo uma janela na altura da cintura, uma porta de ponta cabeça e uma parede excessivamente grossa, onde todos se arranham ao passar.

- Ele ainda era metido a eletricista e por causa dos seus gatilhos a cozinha pegou fogo – lamentou Luana. – Ele ainda ficou com raiva da minha família e nunca mais apareceu lá em casa.


Volta da correria

“Uma chuva inesquecível” foi o título da história contada por Susana Alberto Gaspar, sobre as obras que sua família teve que fazer depois do temporal que começou a cair às dez da noite do dia 26 dezembro de 2003, logo inundando a sua rua e a própria casa.

- Foi a maior correria para sairmos, pois a pressão da água estava forte e arrastava tudo pela frente – narrou Susana. - Fomos para a varanda de uma vizinha, a Dona Nilda.

Na volta, a família registrou muitos prejuízos. Mas nenhum deles se comparava à queda da parede da cozinha, tão antiga quanto a casa em que moram ainda hoje.

- Meu pai e meu tio chamaram um pedreiro e em dois dias ele ergueu a parede.- lembrou Susana.

O pedreiro que bebeu cloro dado pelo próprio filho pode ser catalogado na categoria de histórias inusitadas.

- Meu pai queria reformar a casa que iríamos morar – contou Cosme Pereira. – Ele chamou Paulo, um pedreiro conhecido dele. Em um dia, Paulo estava cortando pisos quando recebeu a visita do filho. Com sede, Paulo pediu um copo de água. O filho levou um copo colorido cheio de água. O pai bebeu e morreu três meses depois.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Aprendendo com as mulheres

Por Jéssica de Oliveira

A mãe de Elias, dona Cláudia, é uma mulher de muitos instrumentos. Foi ela, por exemplo, quem ensinou o marido Hélio o ofício de pedreiro. Mas esse não foi a única lição que ela deu para seu Hélio. Também foi com ela que o marido aprendeu a coragem necessária para morar numa casa ainda em construção, dormindo no chão para economizar o dinheiro que seria gasto no aluguel.

Essa história é de Elias Rodrigues Aquino, de 19 anos, estudante, morador da rua Pernambuco. Ele é torcedor do Flamengo e não se prende a uma religião, mas se diz cristão. Ele conta que o melhor de sua rua são os vizinhos, que são excelentes pessoas, e que gosta de morar lá; as únicas queixas dos moradores da rua Pernambuco são a falta de água e iluminação precária.
Nas horas vagas, ele gosta de ler e conversar com os amigos. Não gosta de papos pela internet e ficar na rua, pois é muito caseiro.

Elias aproveita a chance de estudo oferecido pelo projeto para aprimorar-se e ter mais oportunidades de empregos na área gastronômica. Está muito motivado e diz ter chances de ganhar os prêmios oferecidos aos jovens que se destacarem e que quer doá-los ao irmão mais novo.

Aprendendo com a mulher
Eles tiveram que construí-la sozinhos. Sua mãe, que nunca sonhou em passar por essa situação, se viu virando massa e levantando paredes. Na verdade, foi ela quem ensinou o ofício de pedreiro ao marido.

Em meio a muitas dificuldades, seu Hélio, pai de Elias, sofreu vários acidentes e caiu do telhado duas vezes, mas por sorte sofreu apenas ferimentos leves.

Além desses acidentes, a obra parecia nunca acabar. Seu Hélio construía uma parede e logo a derrubava, pois via que estava torta. No final, derrubaram mais paredes do que levantaram.

Um dia, quando seu Hélio passava pela construção, viu uma luz acesa e se desesperou, achando que tinham invadido a casa. Mas na verdade era a dona Claudia, mãe de Elias, que resolveu ir morar lá do jeito que estava: sem água, sem luz, sem janelas, sem portas e sem piso (o chão era de terra batida).

A principio, Seu Hélio ficou louco, mas depois reconheceu que a atitude se sua esposa era muito racional, pois sem o aluguel, a obra poderia ser concluída com mais rapidez.

Hoje, tudo vai bem na casa de Elias. Na cozinha há algumas infiltrações, mas nada que atrapalhe o dia-a-dia da família Rodrigues.

Aquela obra, com todas as dificuldades que a acompanharam, não foi o suficiente para "derrubar" o sonho de ter uma casa para "abrigar um lar", ainda mais para uma família como aquela, que acreditou, se uniu e perseverou até o fim.

Dois coelhos com uma só casa

Por Felipe Lacerda

A família de Joyce sonhou com uma casa própria durante anos. O sonho era tão grande que engoliram o orgulho e aceitaram as condições impostas pela esposa de um parente da minha mãe, todas elas humilhantes. Além disso, seu pai colocou a mão na massa e levantou a casa. No começo, ele era ajudado por um amigo. Mas depois ele fez no peito e na marra. Foi assim que ele se tornou pedreiro.

Nome Joyce >> Idade 22 anos

Rua Barão do Rio Branco >> Bairro Cobrex

e-mail joice_21ferreira@yahoo.com.br

Orkut boladonade@yahoo.com.br

O que gosta de fazer?
Trabalhar

O que não gosta de fazer?
Ficar à toa

Há quanto tempo mora em nova iguaçu?
22 anos

Tem família na rua
Não

Por que entrou no projeto?
Fiquei interessada em fazer o curso

O que está achando do projeto?
No início não gostei muito, mas até que agora tô gostando.

O que achou do evento na Vila Olímpica?
Não fui

Qual o prêmio que você quer ganhar?
A máquina digital

Conte a sua história...

Minha mãe sempre sonhou com a casa própria, mas não tinha condições de comprar um terreno. Comovido com nossa situação, um parente deixou que ela levantasse uma casa no seu quintal. Só que a esposa dele colocou um monte de empecilhos. Foram tantas condições que quase o negócio deu para trás.

Éramos tão pobres que, além de não podermos comprar um terreno, não tínhamos dinheiro para pagar um pedreiro. Quem quebrou o galho foi um amigo do meu pai, que se ofereceu para fazer a obra gratuitamente. A única condição que impôs é que fôssemos seus ajudantes na hora de virar a massa, fazer coluna, etc.

Esse amigo de meu pai foi chamado para uma outra obra e meu pai deu um curioso. Mesmo sozinho, ousou levantar uma parede, fazer uma sapata e assim sucessivamente. Quando deu por si, a obra já estava pronta.

E ele gostou tanto da idéia, que hoje é pedreiro.

As sapatas também precisam de ferro

Por Márcia Bianca

Cledinelde é uma morena ofuscante, como diz no próprio e-mail. Mas já aprendeu com sua mãe que não dá para contar com os homens. Sua mãe, Cledenilde como ele, espera até hoje que um dos três homens que comem do seu feijão façam sua varanda. Pior que nem tem um lugar para esperar sentada.

Nome Cledenilde >> Idade 24 anos

Ocupação Trabalha em uma fábrica de costura

Rua Travessa São Jorge Bairro Cobrex

E-mail morenafuscante@.bol.con.br

Quem sou eu?
Uma garota tímida, amiga e legal.

O que não gosta de fazer?
Arrumar casa.

O que gosta de fazer?
Sair muito. Ir à praia principalmente.

O que gosta em sua rua?
Gosta da liberdade que as crianças têm de brincar sem perigo.

O que não gosta?
Das fofocas dos vizinhos

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
11 anos

Tem família na sua rua?
Não.

Por que entrou no projeto?
Me interessei por um dos cursos.

O que está achando do projeto?
Estou gostando. É uma experiência nova pra mim.

Acha que vai ganhar algum prêmio?
Sim.

O que você achou do evento da Vila Olímpica?
Não fui.

Conte sua história...

Ferro na sapata
Minha mãe vivia reclamando que tinha três homens dentro de casa e ninguém construía sua varanda. De saco cheio de tanto escutar, meu padrasto resolveu ele mesmo construir a tal varanda. Não pediu ajuda a ninguém. Cavou os buracos para fazer as sapatas e jogou todo o concreto no buraco. Mas esqueceu de colocar os ferros da sapata e terminou gastando o material comprado por mamãe, que continua reclamando dos homens imprestáveis que comem do seu feijão.

Shakespeare iguaçuano

Por Andressa da Silva

Márcia Santana é uma menina estudiosa, mas não precisa ler nem Nelson Rodrigues nem Shakespeare para entender que a periferia carioca é o maior celeiro de histórias trágicas. Quando tinha apenas oito anos, o avô matou a mulher e o pedreiro com quem ela o traía.

Nome Márcia dos Santos Santana >> Idade 18 anos

Ocupação Estudante

Rua Estrada Santa Rita Bairro Três Corações

E-mail marcinha_cocota@hotmail.com

Quem sou eu?
Sincera e honesta

O que gosta de fazer?
Estudar

O que não gosta de fazer?
Ficar parada

O que gosta em sua rua?
Dos vizinhos

O que não gosta em sua rua?
Dos vizinhos fofoqueiros

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
10 anos

Tem família na rua?
Não

Por que entrou no projeto?
Porque me interessei

O que está achando do projeto?
Maravilhoso

Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim. Porque estou me esforçando ao máximo

O que achou do evento na Vila Olímpica?
Não pude comparecer

Conte sua história...

As consequências trágicas
Em 1998, Márcia tinha mais ou menos oito anos. Ela morava com os avós, que contrataram uma equipe de pedreiros para fazer uma obra na sua casa. Seu avô saía diariamente para trabalhar e sua avó, uma coroa muito assanhada, aproveitava a ausência dele para passar cantadas nos trabalhadores. Um deles não resistiu ao seu assédio e começou a ter um caso com ela. O caso durou até o dia em que um vizinho fez com que chegasse a ele a informação de que ele estava sendo chifrado. No dia seguinte, ele chegou mais cedo e flagrou a mulher aos beijos com o pedreiro. Desesperado, ele pegou uma faca na cozinha e matou os dois. O avô foi preso e morreu de saudade na prisão.

Pinguços não batem laje

Por Márcia Bianca

Maria Carolina é uma tímida menina de 18 anos. Mas aprendeu com a própria experiência que obra e álcool não combinam. Viu o desastre que foi a laje da sua casa, quando o pai convidou os amigos de copo para ajudá-lo. Depois de um dia inteiro de muito álcool e nenhuma produção, o pai preferiu contratar um pedreiro.

Nome Maria Carolina da Silva Alvarendo >> Idade 18 anos

Ocupação Estudante

Rua São José >> Bairro Cobrex

E-mail mariacarolina_loly@yahoo.com.br

Quem sou eu ?
Tímida e brincalhona

O que não gosta de fazer?
Costurar

O que gosta de fazer?
Fazer doces

O que gosta em sua rua?
Nada

O que não gosta?
Da iluminação

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
18 anos

Tem família em sua rua?
Tenho

Por que entrou no projeto?
Porque queria aprender mais

O que está achando do projeto?
Muito legal

Acha que vai ganhar o prêmio?
Não sei

O que achou do evento da Vila Olímpica?
Não fui

Conte sua história...

Carrinho de mão
Há 14 anos, minha casa estava em obra e meu pai pediu ajuda de alguns amigos. Um bando de pinguços, eles começaram a beber logo cedo. Era um vinho aqui, uma cerveja acolá e pra forrar uma batidinha. Mas nada de laje. Assim foi até a noite chegar e nada de viração de concreto.

Os que moram longe da nossa casa foram embora no carro do meu pai. O carro saiu lotado, levando gente até na mala. Os que moram perto foram de carrinho de mão, carregados pelo meu irmão.

Depois desse dia, papai resolveu contratar um pedreiro para terminar a obra.

Fiel e limpa

Por Andressa da Silva

Além de ser 100% fiel a Deus, Margareth Rodrigues é uma pessoa higiênica. Não dormiu sem tomar banho mesmo na gelada noite em que seu pai resolveu fazer uma obra no banheiro e ela teve que se virar com a mangueira do quintal.

Nome Margareth Barbosa Rodrigues >> Idade 21 anos

Ocupação Trabalha com roupas

Rua Ana Paula >> Bairro Ponto Chique

E-Mail 100%fieldeus@hotmail.com >> Orkut Sra Silva para íntimos

Quem sou eu?
Uma pessoa legal

O que gosta de fazer?
Dormir

O que não gosta de fazer?
Acordar cedo

O que gosta em sua rua?
Dos vizinhos

O que não gosta em sua rua?
Do barulho

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
15 anos

Tem família na rua?
Não

Por que entrou no projeto?
Porque me interessei

O que está achando do projeto?
Muito interessante

Acha que vai ganhar o prêmio?
Não. Pois sou muito tímida

O que achou do evento na Vila Olímpica?
Não pude comparecer

Conte a sua história...

Congelada, mas limpa

A história de Margareth começa quando seu pai decidiu mudar o piso do banheiro. Ele ligou para o trabalho dela e disse para que procurasse um lugar para tomar banho. Margareth tomou banho no serviço achando que no dia seguinte a vida voltaria ao normal. Mas quando ela voltou do trabalho no dia seguinte, deu de cara com o pai e o pedreiro fazendo o acabamento da obra. Impedida de usar o banheiro, ela foi tomar banho de mangueira no quintal. Para piorar a situação, chovia muito e fazia frio lá fora.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O que Deus une só a obra pode separar

Por Elen dos Santos Viana

Os pais de Eliana Herculano da Silva trabalhavam e não podiam tomar conta da obra, que ficou por conta do pedreiro. Um dia, seu pai chegou cedo do trabalho e, como sabia que a esposa era muito exigente, foi dar uma fiscalizada. Sentiu um frio na barriga quando descobriu que, além de estar sem janela, o banheiro não estava no lugar determinado pela mulher.

A confusão que antecipou foi confirmada com a chegada dela. Furiosa, ela foi correndo até a casa do pedreiro, brigou e esperneou. Mas não teve jeito. Para desespero dela, o banheiro iria continuar fora do lugar e sem janela. E por pouco não se separou do marido.

Nome Eliana Herculano da Silva >> Idade 17 anos

Rua Argentina >> Bairro Metrópole


Ocupação Estudante do segundo ano do ensino médio

Quem sou eu?
Alegre, extrovertida e simples

O que gosta de fazer?
Cantar e dançar

O que não gosta de fazer?
Exercício

O que gosta na sua rua?
Do silêncio

O que não gosta na sua rua?
Ela é muito deserta

Desde quando mora em Nova Iguaçu?
Desde que nasci

Tem família na rua?
A sogra

Por que entrou no projeto?
Para aprender e se qualificar

O que está achando do projeto?
Ótimo

Acha que vai ganhar os prêmios?
Mais ou menos

O que achou do evento da Vila Olímpica?
Ótimo

Por que contou a história de seu banheiro?
Porque gerou muita briga lá em casa

Obra de sete vidas

Por Elen dos Santos Viana

Esta é história de Anderson e seu gato Ninho, que sempre ia no vizinho do lado almoçar. Um dia o vizinho lhe preparou uma surpresa: uma carne temperada com chumbinho.
Quando viu o gato passando mal, o pedreiro que fazia a obra da casa chamou a mãe de Anderson e disse o que estava acontecendo.

Dona Iara, a mãe de Anderson, pediu para que o pedreiro se livrasse do gato, já que o filho gostava muito dele. O pedreiro jogou o gato no terreno baldio do lado.
No dia seguinte, o pedreiro estava dando os últimos retoques da laje, quando sentiu uma coisa entre suas pernas: era o gato miando. Ele pediu as contas e nunca mais apareceu.
O gato continuou a fazer seu lanchinhos no vizinho, que criava muitos passaros em sua casa.

Nome Anderson Monte Campos >> Idade 20 anos


Rua Cascatinha >> Bairro Ponto Chique

Ocupação Estudante do 3º ano do ensino médio

Quem sou eu?
Atleta e artista

O que gosta de fazer?
Ficar com os amigos

O que não gosta?
Beber

O que gosta na sua rua?
Dos vizinhos antigos

O que não gosta?
Dos vizinhos fofoqueiros

Desde quando mora em Nova Iguaçu?
Desde que nasci

Tem parentes na rua?
Tios e primos

Por que entrou no projeto?
Achou legal e gostou dos cursos

O que está achando do projeto?
Ótimo

Acha que vai ganhar os prêmios?
Sim

O que achou do evento da Vila Olímpica?
Ótimo

Por que contou a história?
Por que lembra seu gato e a história aconteceu em sua casa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Cochilos da infância
Por Helen Viana

Suzana já cochilou muitas vezes na árvore da sua casa. Mas agora anda com os pés no chão. E muito ligada.

Nome Suzana Alberto Gaspar >> Idade 18 anos

Escolaridade 3° ano do ensino médio e fazendo um curso de informática

Ocupação Estudante

Rua Estrada de Santa Rita >> Bairro Jardim Ocidental

Time Não tenho >> Religião Católica

O que gosta de fazer?
Estudar.

O que gosta na sua rua?
Da rua ao lado.

E o que não gosta?
Dos bares que colocam som alto.

História que contou?
Um cochilo não faz mal na árvore de casa.

Por que contou essa história?
Por que lembra a minha infância, durante a qual passava horas em cima da árvore.

O que gosta de fazer aos domingos?
Ir à igreja.

Por que veio para o ProJovem?
Para aprender uma profissão.

O que espera do projeto?
Que seja bom.

A loira de Jardim Ocidental
Por Elen dos Santos Viana

Rafaela da Silva não gosta de nada da sua rua. Mas essa não deve ser a opinião de seus vizinhos pelo menos em relação a ela.

Nome Rafaela Tavares da Silva >> Idade 18 anos

Ocupação Sou estudante e estou no 3° ano do ensino médio. Também faço um curso de informática

Rua Antonio Olavo >> Bairro Jardim Ocidental


Time Botafogo >> Religião Evangélica

O que gosta de fazer?
Ficar com os amigos.

E o que não gosta de fazer?

Acordar cedo.

O que tem de bom na sua rua?

Nada.

E o que tem de ruim?

Tudo.

Qual foi a história que você contou?

O dia em que quebrei o pé na árvore. Minha mãe, que não gostava que eu subisse na árvore e não sabia que eu estava com o pé preso no galho, ficou batendo em mim.

E por que contou a historia?

Porque ficou na mémoria.

O que gosta de fazer aos domingos?

Passear pelo bairro.

domingo, 7 de setembro de 2008

A laranjeira sensível

Vencedora da Cobrex escreveu sobre uma laranjeira sensível

Renata da Silva Alves, uma moradora de 24 anos da Estrada de Santa Rita, em Três Corações, saiu feliz da vida da Vila Olímpica de Nova Iguaçu na tarde do último sábado. É que ela levava na bolsa um vale para 10 horas de internet em uma lan house da Cobrex, onde está freqüentando a Turma A da Escola Municipal Herbert Moses. Ela ganhou os prêmios por causa da história “A laranjeira do meu quintal”, na qual escreveu sobre uma laranjeira “que não servia de nada”, não dando nem sombra nem frutos para a sua família.

Escrever sobre essa história, que ela leu com desembaraço para os 36 jovens que freqüentam a sua turma, fez com que Renata entrasse em contato com uma infância idílica, com fortes componentes mágicos. Nessa história, ela também lembrou o cajueiro em cima do qual queria construir uma casinha com a prima, que o pai não deixou. Esse cajueiro, “uma árvore grande, com folhas verdes de uma cor espetacular e galhos extravagantes”, não resistiu a “uma forte tempestade, com ventos e trovões superpoderosos”.

No mesmo quintal visitado por Renata para escrever sobre a laranjeira, havia uma jaqueira igualmente frondosa. Essa jaqueira tem pelo menos duas vantagens em relação ao cajueiro. É que, além de ter resistido ao tempo, Renata adora “sua belas jacas grandes”. Tinha um “sabor incomparável” e “não era molenga”, como as outras jacas que provara. Apesar da sua fixação no cajueiro, Renata não gostava dos seus frutos.

A laranjeira inútil
Já a laranjeira só passou a ter utilidade depois que suas raízes ameaçaram o poço artesiano construído pela família no fundo do quintal. “Vamos cortar essa árvore”, disse a mãe, segundo o texto de Renata. “Ela não presta para nada e ainda vai destruir o meu poço.” A laranjeira, que até então muito mal servia folhas para chá, começou “a ficar florida e a dar laranja que é uma beleza”. Renata aprendeu então que as plantas têm sentimento.

Mas a vida de Renata está longe de se restringir ao quintal da sua casa – e não foi à toa que ela escreveu um texto tão cristalino. Ainda não se casou nem teve filhos, mas essa futura radiologista não perde oportunidade de se especializar. “Já fiz curso de informática, telefonista, auxiliar de pessoal, telemarketing e administração”, enumera ela, que agora vai fazer um de atendente de farmácia.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A árvore bruxa
Por Thaiane de Oliveira Borges

Bruna Machado está desempregada, mas não perde o rebolado. "Sou uma pessoa alegre", define-se. A história que contou é uma síntese desta jovem guerreira, que não se assusta com assombração. E é por isso que ela acha que vai ganhar a máquina digital no fim da gincana social Minha Rua Tem História. Você aposta nela ou na bruxa?

Nome Bruna Ramos Machado >> Idade 19 anos

Rua Adriano >> Bairro Três Corações

Ocupação Desempregada

O que gosta de fazer?
Estudar inglês

O que não gosta de fazer?
Arrumar a casa

O que gosta em sua rua?
É calma, tranqüila.

O que não gosta na rua?
Não tem nada para fazer.

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
19 anos

Tem família na rua?
Não

Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim

Quem sou eu
Uma pessoa alegre

e-mail brunasecrets@yahoo.com.br

História que contou


A árvore bruxa

A árvore da vizinha fazia uma sombra na parede no formato de uma bruxa. Quando Bruna era criança, achava que a bruxa estava esperando sua mãe chegar do serviço, para pegá-la. Um dia, ela criou coragem e resolveu enfrentar a tal bruxa, indo com uma vassoura lá fora. Descobriu então que ela só aparecia de dia porque era a sombra da árvore.

Macondo iguaçuana

Turma A da Cobrex conta histórias que lembram o realismo mágico.


Uma tsunami de histórias invadiu a sala da Escola Municipal Herbert Moses em que se reuniram os 36 jovens da turma A da Cobrex que estão participando da gincana "Minha Rua Tem História". O tema proposto na última quinta-feira pelo oficineiro Leandro Sílvio Martins deixou a turma tão mobilizada, que as duas horas não foram suficientes paraque todas as tarefas fossem apresentadas. Isso terminou beneficiando as seis pessoas que não haviam realizado a tarefa e os dez jovens que estavam participando do projeto pela primeira vez. Ambos terão oportunidade de apresentá-las na próxima quinta-feira, antes que o oficineiro estique a folha de papel pardo na qual tentará traçar a linha do tempo de todas as histórias daquela turma.

Houve lembranças para todos os gostos, mas as histórias que prevaleceram, de um deslavado realismo fantástico, comprovam a tese do escritor colombiano Gabriel García Márquez. O mais consagrado autor latino-americano da atualidade, que sempre disse se basear nas narrativas populares para escrever seus romances, se sentiria em casa ao ouvir o relato sobre a laranjeira do quintal da estudante Renata da Silva Alves, moradora daestrada de Santa Rita, em Três Corações. Uma das três árvores do seu quintal só passou a dar frutos quando seu pai disse em alto e bom som que iria cortá-la para construir em seu lugar um poço artesiano.
Herança
Também se aproxima da magia a história contada pelo estudante Anderson Monte Campos, um morador de 19 anos da Rua Cascatinha. Único jovem a recorrer a um esquete para apresentar sua tarefa, ele levou um galho do cafeeiro da casa em que sua avó morreu desgostosa com os filhos. "A árvore passou quase dez anos sem dar nenhum fruto", contou ele para a turma. "Ela só voltou a dar café quando nasceu um novo neto dela, há três anos." As duas bananeiras do quintal da estudante Bruna Leandro, uma moradora de 18 anos da rua Pedro Ivo em Botafogo, só fez confirmar a hipótese que as árvores de Nova Iguaçu temsentimento.

Plantadas pelo seu padrasto, as bananeiras que ele regava diariamente foram motivos de muitas brigas entre ele e a mãe de Bruna, que não acreditava que um dia fossem frutificar. "Elas só começaram a dar depois que ele morreu, um ano", contou sua enteada, com a vozligeiramente embargada. Para Bruna, aquelas bananas são a herança do seu padrasto.
Choro da mangueira
Pelo menos mais duas histórias reforçaram a crença nos poderes sobrenaturais das árvores de Nova Iguaçu. Em uma delas, Claudiomar Márcio, um morador de 20 anos da Estrada de Santa Rita, em Três Corações, salvou as lagartas que estavam apodrecendo as goiabas brancas com que ele e sua tia se fartavam ao deixar um copo com água no pé. "Seis mesesdepois, as lagartas tinham sumido", contou.
Já a estudante Michele Maria, uma moradora de 20 anos da Rua da Matriz, em Botafogo, impressionou-se com o sonho da avó quando a família resolveu cortar a mangueira em que ela e sua prima balançaram-se durante a infância, estéril apesar de frondosa. "Minha avó sonhou que a árvore estava chorando e que ela dava ouro", contou Michele. Agradecida, a árvore passou a dar suculentas a partir de então.

As 19 histórias lidas entre as 17:30 e 19:30 não se resumiram a mostrar o lado místico de Nova Iguaçu. O cipó encontrado na casa nova da rua do Bosque pela estudante Eliane Herculano da Silva, hoje com 17 anos, revela uma cidade quase rural, onde as crianças da sua rua não tinham dificuldade para se sentir verdadeiros tarzans enquanto davamsaltos acrobáticos da árvore no fundo do quintal até uma área que ela e o irmão Rogério limpavam com todo cuidado."Nosso pai não queria que a gente pulasse, mas todo dia, quando a gente voltava da escola, meu irmão e eu esperávamos nossa mãe tirar sesta para ir pular do cipó", contou ela. A farra, da qual participavam as crianças da vizinhança, foi interrompida no dia em que um dos meninos caiu de mal jeito e se quebrou. "Ainda bem que nem eu nem meu irmão estávamos naquele dia", disse ela. "Se não, a gente ia levar uma tremenda coça." Mas se eles conseguiram se livrar da ira do pai, não tiveram forças para impedir que os vizinhos derrubassem o cipó." Eles chegaram à conclusão de queaquela árvore era um perigo para a garotada", lamentou.


Machado do seu Machado
O cipó de Bruna não foi a única árvore a tombar devido à ingerência dos vizinhos no quintal alheio. Talvez o caso mais gritante tenha sido relatado pela vendedora decosméticos Luana Eliseu Próximo, uma moradora de 18 anos da Estrada Velha de Santa Rita, que, quando morava na rua Manuel Rose Chaves, no bairro de Botafogo, viu os jamelões do seu quintal ser derrubado por um vizinho que se dizia ameaçado pelas árvores, que, além de atrair moscas e sujar a rua, poderiam cair sobre o telhado das outras casas. "O pior de tudo é que seu Machado havia ganhado um terreno de minha mãe para construir a casa dele", comentou Luana.

O desmatamento também abateu outras árvores que habitam a memória da turma A da Cobrex, como foi o caso da dama da noite existente no quintal da estudante Josiane Trajano da Silva, uma moradora de 19 anos da Alameda Paulo Afonso, no bairro de Ambaí. Pressionado pelo vizinho, insensível ao perfume noturno da flor que desabrochava no verão e incomodado com a sujeira que fazia no quintal do amigo, o pai de Josiane derrubou a árvore para construir um muro. "Minha mãe ainda hoje se arrepende por ter deixado meu pai derrubá-la porque adorava aquela dama da noite", contou a estudante de Ambaí. Essa história contém pelo menos duas ironias: o vizinho insatisfeito morreu não muito tempo depois e o pai jamais concluiu a construção do muro com que convenceu a esposa a abrir mão do perfume das belas flores brancas.


Roubo dá frutos
Os jovens da Turma A se divertiram com a moral inserida nas recordações da cajazeira hoje frondosa no quintal da casa de Luís Vinícius de Sousa, um morador de 23 anos da Rua Roberto de Sá Carvalho, no Jardim Ocidental. "Quando eu era menino, eu sempre roubava cajá no quintal de uma vizinha ao voltar da escola", contou ele,que pulava o muro com o calço que os amigos faziam. Ele, que sempre deixava para comer o cajá depois do almoço, jogava os caroços da fruta pela janela da cozinha. "Meus roubos deram frutos", disse ele,provocando o riso de todos presentes ao contar que nasceu uma cajazeira no quintal de sua casa. Todos também foram às gargalhadas quando revelou a sensação de "aqui se faz, aqui se paga" ao descobrir as marcas de pé no muro de garotos que agora entram na sua casa para roubá-lo.


Cai para levantar
Nenhuma das histórias deixou o público tão emocionado como as lembranças das palmeiras em volta da Escola Municipal Dom Walmor, contadas entre lágrimas pela babá Jaqueline Gomes de Oliveira Ferreira, uma moradora de 21 anos da Rua dos Coqueiros, em Botafogo.Foi sob a sombra daquela árvore que Jaqueline travou um inquietante diálogo com Deus em seguida à morte de seu pai, devorado por um câncer na cabeça quando ela tinha 11 anos. "Era um dia nublado e eu corri quando senti as primeiras gotas de chuva", disse ela. Qual não foi o seu susto ao descobrir que, junto com as gotas da chuva, caiu uma folha verde em seus cabelos. "Descobri naquele dia que a gente cai para levantar", concluiu.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

História de dois jovens da turma "B" da Cobrex,
das 19h30h às 21:30h


Maicon dos Santos e Wagner Luiz da Silva Gaspar estavam tomando umas cervejas na rua, com um grupo de amigos. Quando os dois já estavam bastante altos, Maicom chamou Wagner para darem uma volta de moto. Wagner não gostou da idéia, mas resolveu ir por uma questão de solidariedade ao amigo.

Maicom começou a empinar a moto e Wagner, percebendo que aquela brincadeira não tinha futuro, resolveu pular. Com a moto empinada, Maicom foi direto para uma árvore. Bateu e ficou preso na árvore. Seus amigos ficaram desesperados, sem saber o que fazer.

Depois de várias tentativas, Wagner foi buscar um facão em casa para cortar a árvore até liberar a perna de Maicon. Toda vez que os dois olham para a perna direita de Maicon, ambos se lembram daquele dia fatídico e pensam em nunca mais repetir aquela barbaridade.

Nome Wagner Luiz da Silva Gaspar >> Idade: 21 anos

Rua São José >> Bairro Cobrex

Ocupação Trabalha na loja de material de construção do tio

O que gosta de fazer?
Jogar futebol com os amigos

O que não gosta de fazer?
Fumar e tomar drogas

O que gosta na rua?
Dos vizinhos, pois são todos muito unidos

O que não gosta na rua?
Poeira

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
Há 18 anos.

Tem família na rua?
Tia e primos.

Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim

O que vai fazer com o prêmio?
Dar para irmã

e-mail olyver_cbx@hotmail.com

Quem sou eu
Espontâneo, divertido, gosto de curtir a vida e adoro minha família

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Nome Maicom dos Santos >> Idade 21 anos

Rua da Liberdade >> Bairro Cobrex

Ocupação Trabalha na oficina mecânica do tio

O que gosta de fazer?
Sair, lanchar etc.

O que não gosta de fazer?
Usar drogas

O que não gosta na rua?
Dos vizinhos, porque são fofoqueiros

O que gosta na rua?
Tranqüilidade

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
Nascido e criado aqui

Tem família na rua?
Uma tia

Acha que vai ganhar o prêmio?
Depende

Se ganhar, o que vai fazer com o prêmio?
Dar para o primo

e-mail maikinho.cbx@hotmail.com

Quem sou eu?
Uma pessoa legal, amigo e sincero.