segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Shakespeare iguaçuano

Por Andressa da Silva

Márcia Santana é uma menina estudiosa, mas não precisa ler nem Nelson Rodrigues nem Shakespeare para entender que a periferia carioca é o maior celeiro de histórias trágicas. Quando tinha apenas oito anos, o avô matou a mulher e o pedreiro com quem ela o traía.

Nome Márcia dos Santos Santana >> Idade 18 anos

Ocupação Estudante

Rua Estrada Santa Rita Bairro Três Corações

E-mail marcinha_cocota@hotmail.com

Quem sou eu?
Sincera e honesta

O que gosta de fazer?
Estudar

O que não gosta de fazer?
Ficar parada

O que gosta em sua rua?
Dos vizinhos

O que não gosta em sua rua?
Dos vizinhos fofoqueiros

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
10 anos

Tem família na rua?
Não

Por que entrou no projeto?
Porque me interessei

O que está achando do projeto?
Maravilhoso

Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim. Porque estou me esforçando ao máximo

O que achou do evento na Vila Olímpica?
Não pude comparecer

Conte sua história...

As consequências trágicas
Em 1998, Márcia tinha mais ou menos oito anos. Ela morava com os avós, que contrataram uma equipe de pedreiros para fazer uma obra na sua casa. Seu avô saía diariamente para trabalhar e sua avó, uma coroa muito assanhada, aproveitava a ausência dele para passar cantadas nos trabalhadores. Um deles não resistiu ao seu assédio e começou a ter um caso com ela. O caso durou até o dia em que um vizinho fez com que chegasse a ele a informação de que ele estava sendo chifrado. No dia seguinte, ele chegou mais cedo e flagrou a mulher aos beijos com o pedreiro. Desesperado, ele pegou uma faca na cozinha e matou os dois. O avô foi preso e morreu de saudade na prisão.

Pinguços não batem laje

Por Márcia Bianca

Maria Carolina é uma tímida menina de 18 anos. Mas aprendeu com a própria experiência que obra e álcool não combinam. Viu o desastre que foi a laje da sua casa, quando o pai convidou os amigos de copo para ajudá-lo. Depois de um dia inteiro de muito álcool e nenhuma produção, o pai preferiu contratar um pedreiro.

Nome Maria Carolina da Silva Alvarendo >> Idade 18 anos

Ocupação Estudante

Rua São José >> Bairro Cobrex

E-mail mariacarolina_loly@yahoo.com.br

Quem sou eu ?
Tímida e brincalhona

O que não gosta de fazer?
Costurar

O que gosta de fazer?
Fazer doces

O que gosta em sua rua?
Nada

O que não gosta?
Da iluminação

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
18 anos

Tem família em sua rua?
Tenho

Por que entrou no projeto?
Porque queria aprender mais

O que está achando do projeto?
Muito legal

Acha que vai ganhar o prêmio?
Não sei

O que achou do evento da Vila Olímpica?
Não fui

Conte sua história...

Carrinho de mão
Há 14 anos, minha casa estava em obra e meu pai pediu ajuda de alguns amigos. Um bando de pinguços, eles começaram a beber logo cedo. Era um vinho aqui, uma cerveja acolá e pra forrar uma batidinha. Mas nada de laje. Assim foi até a noite chegar e nada de viração de concreto.

Os que moram longe da nossa casa foram embora no carro do meu pai. O carro saiu lotado, levando gente até na mala. Os que moram perto foram de carrinho de mão, carregados pelo meu irmão.

Depois desse dia, papai resolveu contratar um pedreiro para terminar a obra.

Fiel e limpa

Por Andressa da Silva

Além de ser 100% fiel a Deus, Margareth Rodrigues é uma pessoa higiênica. Não dormiu sem tomar banho mesmo na gelada noite em que seu pai resolveu fazer uma obra no banheiro e ela teve que se virar com a mangueira do quintal.

Nome Margareth Barbosa Rodrigues >> Idade 21 anos

Ocupação Trabalha com roupas

Rua Ana Paula >> Bairro Ponto Chique

E-Mail 100%fieldeus@hotmail.com >> Orkut Sra Silva para íntimos

Quem sou eu?
Uma pessoa legal

O que gosta de fazer?
Dormir

O que não gosta de fazer?
Acordar cedo

O que gosta em sua rua?
Dos vizinhos

O que não gosta em sua rua?
Do barulho

Há quanto tempo mora em Nova Iguaçu?
15 anos

Tem família na rua?
Não

Por que entrou no projeto?
Porque me interessei

O que está achando do projeto?
Muito interessante

Acha que vai ganhar o prêmio?
Não. Pois sou muito tímida

O que achou do evento na Vila Olímpica?
Não pude comparecer

Conte a sua história...

Congelada, mas limpa

A história de Margareth começa quando seu pai decidiu mudar o piso do banheiro. Ele ligou para o trabalho dela e disse para que procurasse um lugar para tomar banho. Margareth tomou banho no serviço achando que no dia seguinte a vida voltaria ao normal. Mas quando ela voltou do trabalho no dia seguinte, deu de cara com o pai e o pedreiro fazendo o acabamento da obra. Impedida de usar o banheiro, ela foi tomar banho de mangueira no quintal. Para piorar a situação, chovia muito e fazia frio lá fora.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O que Deus une só a obra pode separar

Por Elen dos Santos Viana

Os pais de Eliana Herculano da Silva trabalhavam e não podiam tomar conta da obra, que ficou por conta do pedreiro. Um dia, seu pai chegou cedo do trabalho e, como sabia que a esposa era muito exigente, foi dar uma fiscalizada. Sentiu um frio na barriga quando descobriu que, além de estar sem janela, o banheiro não estava no lugar determinado pela mulher.

A confusão que antecipou foi confirmada com a chegada dela. Furiosa, ela foi correndo até a casa do pedreiro, brigou e esperneou. Mas não teve jeito. Para desespero dela, o banheiro iria continuar fora do lugar e sem janela. E por pouco não se separou do marido.

Nome Eliana Herculano da Silva >> Idade 17 anos

Rua Argentina >> Bairro Metrópole


Ocupação Estudante do segundo ano do ensino médio

Quem sou eu?
Alegre, extrovertida e simples

O que gosta de fazer?
Cantar e dançar

O que não gosta de fazer?
Exercício

O que gosta na sua rua?
Do silêncio

O que não gosta na sua rua?
Ela é muito deserta

Desde quando mora em Nova Iguaçu?
Desde que nasci

Tem família na rua?
A sogra

Por que entrou no projeto?
Para aprender e se qualificar

O que está achando do projeto?
Ótimo

Acha que vai ganhar os prêmios?
Mais ou menos

O que achou do evento da Vila Olímpica?
Ótimo

Por que contou a história de seu banheiro?
Porque gerou muita briga lá em casa

Obra de sete vidas

Por Elen dos Santos Viana

Esta é história de Anderson e seu gato Ninho, que sempre ia no vizinho do lado almoçar. Um dia o vizinho lhe preparou uma surpresa: uma carne temperada com chumbinho.
Quando viu o gato passando mal, o pedreiro que fazia a obra da casa chamou a mãe de Anderson e disse o que estava acontecendo.

Dona Iara, a mãe de Anderson, pediu para que o pedreiro se livrasse do gato, já que o filho gostava muito dele. O pedreiro jogou o gato no terreno baldio do lado.
No dia seguinte, o pedreiro estava dando os últimos retoques da laje, quando sentiu uma coisa entre suas pernas: era o gato miando. Ele pediu as contas e nunca mais apareceu.
O gato continuou a fazer seu lanchinhos no vizinho, que criava muitos passaros em sua casa.

Nome Anderson Monte Campos >> Idade 20 anos


Rua Cascatinha >> Bairro Ponto Chique

Ocupação Estudante do 3º ano do ensino médio

Quem sou eu?
Atleta e artista

O que gosta de fazer?
Ficar com os amigos

O que não gosta?
Beber

O que gosta na sua rua?
Dos vizinhos antigos

O que não gosta?
Dos vizinhos fofoqueiros

Desde quando mora em Nova Iguaçu?
Desde que nasci

Tem parentes na rua?
Tios e primos

Por que entrou no projeto?
Achou legal e gostou dos cursos

O que está achando do projeto?
Ótimo

Acha que vai ganhar os prêmios?
Sim

O que achou do evento da Vila Olímpica?
Ótimo

Por que contou a história?
Por que lembra seu gato e a história aconteceu em sua casa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Cochilos da infância
Por Helen Viana

Suzana já cochilou muitas vezes na árvore da sua casa. Mas agora anda com os pés no chão. E muito ligada.

Nome Suzana Alberto Gaspar >> Idade 18 anos

Escolaridade 3° ano do ensino médio e fazendo um curso de informática

Ocupação Estudante

Rua Estrada de Santa Rita >> Bairro Jardim Ocidental

Time Não tenho >> Religião Católica

O que gosta de fazer?
Estudar.

O que gosta na sua rua?
Da rua ao lado.

E o que não gosta?
Dos bares que colocam som alto.

História que contou?
Um cochilo não faz mal na árvore de casa.

Por que contou essa história?
Por que lembra a minha infância, durante a qual passava horas em cima da árvore.

O que gosta de fazer aos domingos?
Ir à igreja.

Por que veio para o ProJovem?
Para aprender uma profissão.

O que espera do projeto?
Que seja bom.

A loira de Jardim Ocidental
Por Elen dos Santos Viana

Rafaela da Silva não gosta de nada da sua rua. Mas essa não deve ser a opinião de seus vizinhos pelo menos em relação a ela.

Nome Rafaela Tavares da Silva >> Idade 18 anos

Ocupação Sou estudante e estou no 3° ano do ensino médio. Também faço um curso de informática

Rua Antonio Olavo >> Bairro Jardim Ocidental


Time Botafogo >> Religião Evangélica

O que gosta de fazer?
Ficar com os amigos.

E o que não gosta de fazer?

Acordar cedo.

O que tem de bom na sua rua?

Nada.

E o que tem de ruim?

Tudo.

Qual foi a história que você contou?

O dia em que quebrei o pé na árvore. Minha mãe, que não gostava que eu subisse na árvore e não sabia que eu estava com o pé preso no galho, ficou batendo em mim.

E por que contou a historia?

Porque ficou na mémoria.

O que gosta de fazer aos domingos?

Passear pelo bairro.